Este ambiente na Casa Cor foi todo feito em sucata, com móveis, luminárias e objetos do Ateliê do Lixo. Para produzir isso tudo eu contei com a preciosa ajuda de Maria, Mara, Luísa e Aloísio. As imagens que decoram as paredes são do fotógrafo Arthur Monteiro -- belíssimos retratos dos moradores do Varjão, em Brasília, onde surgiu o projeto.
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O trabalho foi feito a convite da Administração Regional do Varjão, onde Luiza (a administradora) e Ana Beatriz (coordenadora de projetos especiais) estão fazendo um trabalho maravilhoso. Fiz uma reportagem sobre isso que pode ser lida aqui.
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Para entender o projeto, veja aqui uma reportagem que saiu no DF TV de 28/09.
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Sala de estar. As poltronas brancas eu retirei de um enorme conteiner de lixo na CRV (Central de Reciclagem do Varjão). Iam ser vendidas como ferro bruto... A obra, uma meia-água de 3m x 9m, foi construída pela Administração com mão-de-obra de sentenciados em reintegração (presos, em linguagem corrente) e usou madeira de reflorestamento, telhas ecológicas, entulho de calçada e mármore de demolição.
.A poltrona de pneu ganhou cara nova para o evento. Aparador feito de madeira de obra (táboas de forma) e parcialmente encapada com sobras de papel de estufa.
O sofá foi feito com ferro de obra, trabalho do paciente serralheiro Josinaldo, e rolos de jornal feitos pelas artesãs Maria Irigaray e Mara Piazatti. A montagem foi de Luísa e Aloísio. Design do Ateliê do Lixo.
A poltrona foi feita com a mesma técnica, materiais e mão-de-obra do sofá. Todas as almofadas foram feitas por Maria Irigaray. Na parede, galho seco com flores de chita. Os detalhes sobre as mesinhas estão em postagens anteriores.
Sala de jantar. A mesa estava abandonada num depósito e foi totalmente recuperada. Ela não é rosa choque não, é roxa... O painel de bonecas representa as mulheres do Varjão (veja detalhes na postagem abaixo).
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